segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Bacalhau, Bicicletas e Ondas


SOMNIUM

Parte 1
Veio um senhor ver o tabuleiro que a minha mãe estava a encher de bacalhau, batatas, pimentos, pepinos e cebolas. Colocou-lhe umas especiarias e disse-lhe "agora leve-o ao forno".
A minha mãe, em vez de o colocar no forno, põe uma frigideira ao lume e espera que o óleo aqueça o suficiente para fritar o bacalhau. Pega numa posta e, com as mãos, coloca-a na frigideira. Frita a posta com as mãos mergulhadas no óleo, e não sente dor.
Passado algum tempo, o cozinheiro regressa. Coloca mais especiarias no tabuleiro,e não reclama com o facto de a única coisa comestível ser a posta de bacalhau que ela fritou com as mãos.

Parte 2
Está o meu irmão a andar de bicicleta nas dunas, nos pinhais. A alta velocidade, como se voasse. Tão rápido, que levanta areia como se passasse por poças de água. E grita. E os pássaros levantam voo.

Parte 3
Um colega meu do 12º ano é levado por uma onda gigante. O mar revolto engole-o na sua fúria insaciável. Gritamos por ele.
"André, André!"
Ele nunca mais é visto.

sábado, 11 de outubro de 2008

Taenia Solium


Eu sou uma mente perturbada desde pequena. Tenmho um trauma com formas... hm... como dizer... vermiformes?
Pesadelos com lagartas, minhocas, cobras... A lista é interminável.

SOMNIUM

Sonhei que estava a comer uma maçã e dela começava a sair uma ténia.
Verdade. Daquelas com metros e metros e que costumam habitar os intestinos...

Enfim...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Rocket girl!

Ora meus amigos, esta noite foi a dos sonhos-fenómeno da para-anormalidade!

:oD

E não foi só para mim, ah pois é! MUAHAHAH!


SOMNIUM da iS

Parte 1
Eu estou a andar de bicicleta nos bosques com a minha prima Inês.
De repente, ao apanhar balanço suficiente, descolo e voo por entre as árvores, fintando-as com puro deleite e gozo, qual filme do ET!
Digo-vos que foi brutal!

Parte 2
Escondida atrás duma coluna, eu estou com um rocket nas mãos. Está um comboio estacionado em frente às torres de Celas, e eu aponto para ele. Tiro o tubo do primeiro foguete, tiro o tubo do segundo foguete, encaixo as partes daquela cena, aquilo começa a fazer VVVVVVVVVVVVUUUUUUUUUUUUUUUU

e

PUM! Era uma vez um comboio!

O mais engraçado é que após a explosão, a única coisa que ficou foi um círculo com cerca de 2 metros de diâmetro no chão, a fumegar. Comboio? Escombros? Estilhaços? Nem vê-los.


PSEUDO-SOMNIUM do Patovsky (de há duas noites)

«- Se agora nós nos quiséssemos matar não conseguíamos.
- Mas... Quê, mor?
- Se nós agora nos quiséssemos matar não conseguíamos!
- Mas... Porquê, mor?
- Porque o preto sugou-nos os poderes!»

LOOOL! xD


SOMNIUM da Tanii

A Tanii sonhou que o Patovsky e o Vítor se tinham embebedado com um garrafão de vinho tinto e que o Patovsky depois ligava para o pai dela!


PS: Aceitam-se mais contribuições oníricas!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lobos


SOMNIUM

Parte 1
Estou a ser operada no bar do colégio que frequentei. Cortam-me a bexiga e começam a analisá-la ao meu lado, cortando-a às fatias, qual exame macroscópico de Anatomia Patológica.
No final da operação, encontro o meu pai quando faço o meu caminho para casa, a pé. Ele pergunta-me como é que correu, ao que eu respondo que não há nada a fazer, "estou acabada". Prosseguimos os dois como se fosse a coisa mais normal do mundo, até casa.

Parte 2
Encontro os meus amigos pelo caminho, e convido-os para lanchar. Tinha feito bolo de chocolate. A lareira ardia quando chegámos.

Parte 3
A cena seguinte passa-se no carro, numa noite a caminho de casa, quando a família toda atravessa a floresta escura. Na berma da estrada distinguem-se corpos de manequins desfeitos, braços aqui, pernas ensanguentadas ali, as cabeças espetadas em paus, exibidas como troféus.
Temos um furo e o carro salta e dá piruetas no ar devido ao ímpeto causado pela explosão do pneu. Somos todos projectados no escuro. Os lobos cercam-nos, esfomeados.

Parte 4
Outro espaço e outro tempo. Estou de volta ao bar do colégio, onde encontro as minhas avós, cada uma com a sua garrafa de traçado debaixo do braço. Perguntam-me como me estou a aguentar. "Com uma metástase na cabeça e outra no fígado". Elas prosseguem. Nada de anormal, essas coisas acontecem. Eu estou muito bem-disposta.

Parte 5
Volto a casa. Não está ninguém, mas o jantar está feito, a mesa posta, a lareira em chamas e as luzes acesas.

Tio

SOMNIUM

Estava à porta da discoteca Vinnyl de Coimbra, quando chega o meu tio João e me cumprimenta. Ficamos os dois especados em frente à entrada, vendo o povo entrar na borga nocturna, quando, de repente, começa tudo a sair em debandada. O magote, despachado pelos seguranças, sai muito chateado. Perguntamos aos seguranças porquê e eles respondem "apanhámos dois a pinar na casa-de-banho".
O meu tio pega-me pelo braço e descemos Coimbra até às docas. Estão em obras, e vemo-nos obrigados a subir para casa, à falta de melhor para fazer.
Converso com ele e pergunto-lhe:
- Tio, quantas vezes é que já traíste a tia?
- Hm... Umas sete vezes. Sete? Ora deixa cá ver...
Põe-se a contar com os dedos os seus "affairs" com um ar muito concentrado, e conclui que o número estava correcto.
- Sete vezes, sim. Houve duas em que pensei seriamente deixar a tua tia, mas afinal elas só queriam o meu dinheiro, por isso mandei-as dar uma curva.
Eu respondo...
- Oh tio, não deixes a tia desconfiar. Já viste o que é que era se ela soubesse?!
- A bilha de gás rebentava!

[Sai-me cada um na rifa!]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Algures

Acordei pouco antes da torre dar as 12 badaladas da meia-noite, cheia de calor. Espaço pequeno para dois, e ainda por cima a metabolizar álcool... enfim.
Estava tudo a dormir, menos eu. Ainda assarapantada, não sei se a dormir se acordada, pego no telemóvel e escrevo assim:

"Conheci um comando no peddy tascas. O Pato e a Tanii foram jantar com os pais do Pato. O Vítor está a dormir. Neste momento, eu não existo."

Não sei se a dormir se acordada, tento enviar a mensagem, mas a meio do processo, o telemóvel desliga-se. Falta de bateria.

Vou para a sala. O sofá lá está, vazio, com as mesmas mantinhas de sempre, tão frágeis e tão protectoras ao mesmo tempo. O cantinho. O comboio. Os morcegos. Aquele piar estranho que é sempre o mesmo às mesmas horas mas que não sei de onde vem.

Dormir. Sem sonhos.

E naquele momento, eu não existi.

Algures